Se você quer saber porque os escritórios
de detetives particulares estão cheios de mulheres e também
de homens, leia abaixo o depoimento de algumas mulheres.
Texto retirado do link: http://www.dominiofeminino.com.br/mulher/open_lovrs.htm
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Se você sofre com infidelidade conjugal, saiba que temos diversos recursos
eletrônicos de ponta para comprovar a traição conjugal,
traição virtual, com métodos legais e aceitos pela justiça.
Peça o auxílio de um especialista.
Saiba que a traição já é aceita há muito
tempo como dano
moral e pode ser requerida pela pessoa traída.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Coordenação
editorial: Adriana Murin
Colaboraram:
Alessandra Pereira e Lia Monteiro
01, Setembro/2001
Esse
assunto traz sempre a pergunta: o ser humano seria mesmo monogâmico ou a questão decorre de espectro cultural
ou religioso? O assunto ainda é pouco iluminado e não
será, tão cedo, exaurido pelos antropólogos
sociais ou sexólogos e psicanalistas.
Domínio Feminino entrevistou 52 mulheres de variadas faixas
etárias e diferentes classes sociais, das quais 12 revelaram
haver quebrado a fidelidade conjugal; um universo muito pequeno,
sem dúvida, mas uma mostragem mesmo que parecendo pouco
significativa, dá alguma idéia da atitude e do comportamento
de como a mulher brasileira anda reagindo diante do conceito de
fidelidade conjugal. Dessas 12 apenas uma foi pega no pulo.
Leia parte do resumo das entrevistas.
Nove, responderam que faltou coragem para aceitar a paquera, 5
amarelaram na hora de ir para o apartamento dele ou para o motel.
Mas deram uns amassos, uns beijinhos, ou seja, "ficaram".
Uma respondeu que bem humoradamente que "um homem ( marido
) já dá trabalho para administrar a relação,
imagine dois; definitivamente não tenho essa compentência".
Outra: " meu marido e eu conhecemos tanta gente que seria
bem capaz que eu levasse o azar de, lá pras tantas, descobrir
que o primo do sujeito conhece meu marido".
As 30 restantes sequer aceitaram ouvir o final da pergunta
Amante faz bem?
Ou fidelidade conjugal faz mal?
Coordenação editorial: Adriana Murin
Colaboraram:
Alessandra Pereira e Lia Monteiro
01, Setembro/2001
Ainda que algumas poucas depoentes tenham
autorizado a publicação
do nome verdadeiro, optamos por fazer uso de nomes fictícios.
Se alguém conhecer pessoas com os nomes aqui citados, tenham
certeza de que é a mais absoluta coincidência.
Para Ana Maria L. Barbosa, 28 anos, divorciada, um filho, ter um
amante dá mais
pique à relação conjugal. Quando perguntada se não
se sentia dividida emocional e afetivamente, Ana Maria diz que não saberia
o porquê de alguém sentir-se assim; que na maneira como ela vivenciou,
os sentimentos eram diferentes: o amor era para o marido e só a adrenalina
ficava com o amante.
Ter um amante para Ana Maria foi como se sentir livre para escolher o cardápio
mas, algumas vezes escolhia dois pratos diferentes. " Tinha dia que eu
me vestia para meu amante e outras vezes eu me pegava me cuidado pro meu marido.
Era a maior doidera, muita adrenalina.
Ao contrario, os sentimentos de V., que pede que seja mantido o nome em sigilo,
34 anos, 12 de casada, são de culpa e total infidelidade a ela própria
e ao marido. "Pensei, porque, ter um amante por uma satisfação
tão passageira, e o prazer dura apenas algumas horas e se esse prazer
eu tenho com meu marido ?". Além do que meu marido é um
homem maravilhoso e me ama. E eu o amo. Não vale essa adrenalina. Cátia
pergunta e responde, ela mesma.
Quando V. encontrou o ex-amante pela primeira vez, estava acabando de deixar
a segunda filha na escola. A filha dele estudava na mesma escola que a filha
dela. Papo de filho vai, papo de filho vem e acabaram indo sentar num barzinho,
lá mesmo por perto pra terminar a conversa já que a filha de
V. estava em período de adaptação. Houve uma freqüência
de encontros que acabavam no bar que a cada vez ia ficando mais distante da
escola até que acabou num motel mesmo.
No início nem me tocava para o que estava me acontecendo e minha relação
com meu marido ficou normal, menos a relação sexual. Essa não
ficou legal, não. Eu fugia dele. Não achava graça alguma.
Orgasmo, nem pensar.
O caso durou alguns meses, uns dois e alguma coisa e depois fui esfriando e
passei a me atrasar para levar minha filha à escola. Em seguida procurei
outra escola para ela. Até hoje me pergunto, que loucura foi aquela.
Bom, pode ter sido coisa da idade, sabe, assim, coisa de mulher de 30 anos.
Nem sei. V. acha ótimo que o tempo tenha passado e que ela quase nem
mais se lembre do fato. Desencanou.
Cátia Luchesse tem 25 anos, sem filhos, trabalha fora, considera-se
uma profissional a caminho da plena realização. Casou-se há apenas
um ano e conta que "tem nada a ver essa coisa de culpa, disso ou daquilo".
Assim, as coisas rolam, naturalmente, é muito bom e pronto. Ela desconfia
que o marido, 29 anos, sabe, mas tudo bem. Não pergunto sobre ele nem
ele sobre o que faço quando viajo a trabalho ou para algum congresso.
O fato de eu ter que viajar algumas vezes ajuda a deschavar.
Julia M.M, 43 anos, 04 filhos - uma filha casada - que também trabalha
fora mas que e viaja esporadicamente, faz questão de ressaltar que não
tem amantes, tem apenas casos "rapinhos" e "oportunos".
Esclarece que pela distância física e geográfica a que
está do marido, quando isso acontece, ela se sente como se não
fosse casada. "Um limbo de estado civil", diz Julia. É curioso
por que Julia usa um vocábulo de conotação religiosa registrando
uma dicotomia quando diz que é católica.
Diana diverte-se pedindo um nome diferente, tem 44 anos, um filho adulto, disse
ama o marido mas mantém uma relação extra-conjugal há 12
anos e lida muito bem com a situação porque também ama
o amante. Ama fazer sexo com o marido e com o amante com a mesma intensidade.
Administra sem nenhum conflito interno e até guarda em casa mesmo as
cartas de amor do amante que mora em outro estado, também casado. Ela
recebe as cartas em sua própria residência e nem o marido ou o
filho jamais viram uma carta sequer. Diana não trabalha fora.
Beta L., 26 anos e Lucia. G., 30 anos, trabalham fora, têm filhos, duas
amigas que sedimentaram a amizade depois que uma descobriu que a outra também
pulava a cerca. Arquitetam tudo juntas, uma encobrindo a outra. Caso pouco
comum entre mulheres. Os maridos são superamigos.
Conta Lucia que por pouco a coisa não deu na maior confusão.
Ela havia telefonado para Beta querendo saber se ela ia poder dar carona quando
saisse do trabalho e Beta disse que tinha que pegar a sogra que estava na casa
da cunhada . Até aí foi tudo bem. Aconteceu que Beta telefonou
para outro departamento da empresa onde ela trabalhava e pediu carona pro amigo
e ele disse que tudo bem. A caminho de casa Beta e o amigo foram conversando
e ela pedia desculpas por fazê-lo ir além da casa dele. O amigo
disse que não iria para o apartamento que dividia com o irmão
porque o irmão estava acompanhado e ele, por isso, ia aproveitar para
ir ao shopping pegar uma calça que ele havia comprado mas que ficou
na loja pra acertar a bainha.
Sem conhecer bem Lucia G., o amigo de Beta começou a falar e quando
Beta começou a desconfiar, por alguns dados, foi puxando mais até que
sem querer descobriu as coincidências. Ele não fazia a menor idéia
que as duas eram amigas e que Lucia era casada, sabia menos ainda.
Beta contou pra Lucia pra que ela tomasse cuidado. Da mesma maneira que ela
soube alguém mais poderia acabar sabendo também. O papo foi sincero
e sem medos por isso que Beta resolveu contar o lance do caso que ela mantinha.
|